REUNIÃO COM O VICE-GOVERNADOR, PROFESSOR ANASTASIA

 

 

A reunião entre o Conselho de beneficiários do IPSEMG, o Vice-governador e a direção do Instituto, com a presença dos Sindicatos teve, como principal objetivo, conseguir mudar o modelo de gestão do IPSEMG, com maior controle social, e claro, melhorar o atendimento no interior do Estado.

 

     No dia 16 de janeiro de 2008, o Conselho de Beneficiários do IPSEMG, juntamente com a Coordenação Intersindical, se reuniu com o Vice-governador e a direção do Instituto para mais uma vez cobrar melhorias, e claro, propor soluções.

     Inicialmente, o intuito da reunião era somente cobrar a melhoria do atendimento no interior que está muito precário, mas em reuniões entre os Sindicatos, a discussão girou em torno da má gestão e no reflexo negativo que isso traz para a sobrevivência do IPSEMG.

     Geraldo Henrique, Coordenador Político do SINDPÚBLICOS – MG, abriu a reunião enfatizando a importância da saúde do funcionalismo, e já cobrou resposta às nossas solicitações, feitas em outras reuniões com o governo. Falou também da necessidade em se ampliar o Conselho de Beneficiários e da precariedade do atendimento no interior.

     Após isso, o diretor de saúde do IPSEMG, Dr. Roberto Fonseca, fez uma explanação sobre a atual situação do Instituto, colocando novamente os problemas de financiamento. Dessa vez, concordou que o IPSEMG tem problemas de gestão, mas isso por falta de ferramentas.

     A fala foi passada para o companheiro Luzielso, que veio de Governador Valadares para expor a situação dos servidores daquela cidade. Sua fala foi muito importante, pois foi uma ilustração do que é o IPSEMG no interior de Minas. Luzielso disse que ele luta para conseguir novos credenciamentos, mas que a resposta do IPSEMG a ele é sempre de que não há verbas. Explicou que em nenhuma cidade próxima a Valadares há médicos credenciados e nem clínicas para exames.Conseguiram aumentar o teto do hospital Evangélico, mas o Instituto atrasa os pagamentos. Com isso, o serviço público prestado na região está sendo afetado.

     Edson, de Montes Claros, também pôde expor os problemas, mas que não são tão sérios quanto os de Valadares, mas que também precisam de atenção. Edson falou, inclusive, de denúncias feitas por servidores de médicos que cobram em cima das consultas do IPSEMG.

     Mirian, também diretora do SINDPÚBLICOS – MG, expôs o problema da precariedade do odontológico, e disse que nada melhorou até hoje, mesmo com as várias reclamações feitas por ela, tanto no IPSEMG, quanto em reuniões com o governo.

     Denílson, do SINDPOL, comparou o IPSEMG com o IPSM (Instituto de Previdência dos Servidores Militares). Disse que é absurdo, pois os policiais (tanto civis quanto militares e bombeiros), ganham o mesmo salário, tem as mesmas responsabilidades e riscos, e a saúde do Civil é péssima. “Policial não reivindica só salário, reivindica também saúde”, enfatizou Denílson.

     Paulo, do SIND-SAÚDE, ao iniciar sua fala, discordou que o IPSEMG seja de auto-gestão, pois os servidores públicos não têm controle sobre o Instituto. Disse que falta transparência nos processos, e controle nos procedimentos.

     Enfim, Sebastião da UNSP, expôs questões sobre as crises enfrentadas pelo IPSEMG ao longo desses anos, e que passa, fundamentalmente pela crise da gestão. Disse que os sindicatos querem discutir um projeto para o IPSEMG, que o Conselho de Beneficiários pode avançar e participar, efetivamente, da gestão do Instituto. Dessa forma, poderíamos controlar melhor o dinheiro, tentar segurar gastos, controlar mesmo. A intenção é ampliar o controle social. “Não é que queremos indicar o presidente, mas sim poder participar”, finalizou Sebastião.

     Então, professor Anastasia concordou com as falas, e disse que o problema de pouco recurso é fato, e que todos teremos que aprender a conviver com ele, já que aumentar a contribuição não dá e que o Estado também tem suas limitações. Disse que entende o quanto é complicada a questão dos credenciamentos, e para facilitar isso, o Governador publicou um decreto, no dia 28 de dezembro de 2007, que diminui a burocracia, facilitando novos credenciamentos.

     Uma boa notícia nessa reunião foi o fato de o Governador ter autorizado 100 milhões de reais para a saúde em 2008. Esse valor será exclusivo para a melhoria da saúde no interior do Estado, que antes era de 102 milhões, e agora será de 202 milhões. De acordo com Dr. Caram, presidente do IPSEMG, o atendimento no interior terá uma melhoria significativa.

     Em relação à consultoria que terá no IPSEMG, o Vice-governador determinou que a empresa que realizar essa consultoria deve se reunir, em todos os processos, com a Coordenação Intersindical. Disse ainda que não vê problema algum em ter a gestão ampliada, e pediu ao Dr. Caram que aumente as responsabilidades do Conselho de Beneficiários, que o fortaleça e que delibere a ele mais ações.