Reunião no IPSEMG 

Reforma do Hospital, denúncias e cobranças foram assuntos da reunião, realizada na sede do Instituto.

 

No dia 23 de abril de 2009, houve uma reunião na sede do IPSEMG, com a presença do médico Luciano Dantes, denunciador das irregularidades no Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP).

Estavam presentes também Dr. Marco Aurélio, Diretor do HGIP, representantes do Conselho de Beneficiários do IPSEMG e da Coordenação Intersindical e o Gerente de Interiorização do Instituto, Dr. Eduardo Souza.

Geraldo Henrique, Presidente do Conselho de Beneficiários e Diretor Político do SINDPÚBLICOS – MG, abriu sua fala deixando claro que não é contra a reforma do hospital, mas descorda das propostas apresentadas: “somos contrários ao fechamento de muitos leitos; somos contrários à retirada do SMU do Hospital; somos contrários à Infra-estrutura atual do SMU”, enfatizou Geraldo, colocando ainda outros problemas como falta de medicamentos e aparelhagem.

Robert, membro do Conselho, questionou a respeito do fechamento da farmácia, da implantação do Call Center, do dinheiro investido na consultoria (que até hoje não se sabe nada a respeito dos resultados) e ainda cobrou a co-participação, já aprovada a apoiada pelos Sindicatos.

Os demais presentes reafirmaram as colocações feitas e ainda relataram experiências pessoais, como Miriam Regina, da ASSEMA e SINDPÚBLICOS – MG, que disse que os procedimentos são muito demorados e burocráticos.

Dr. Luciano entrou novamente com suas denúncias, já feitas anteriormente em uma outra reunião. De acordo com o médico, vários leitos do HGIP continuam fechados (alas inteiras), e vários pacientes não podem ser operados, pois não há leitos para interná-los. Dr. Luciano deixa claro também que não é contra a reforma, mas é contra da forma que está sendo feita, sem um projeto global, o que, segundo ele, é um absurdo.

Outra denúncia do médico é a falta do aparelho de Hemodinâmica (Os procedimentos de hemodinâmica cardíaca têm por finalidade o diagnóstico e tratamento de várias doenças, como as cardiopatias congênitas – adquiridas antes do nascimento ou até mesmo depois, no 1º mês de vida –, coronariopatias, e também as arritmias cardíacas, ou seja, as alterações do ritmo cardíaco normal), que faz com que os exames tenham que ser feitos fora do hospital, prejudicando o diagnóstico e tratamento do beneficiário.

Para Dr. Luciano, o interesse da atual gestão do IPSEMG é sucatear e acabar com a Instituição, pois não se investe no serviço próprio, priorizando sempre as terceirizações e credenciamentos – essa é a cara do governo neoliberal em Minas – deixando que o serviço próprio vá aos poucos se acabando.

Além disso, foi cobrado que seja novamente avaliada, junto à reforma, a construção da 3ª torre do hospital.

Dr. Marco Aurélio entrou em defesa da atual reforma, dizendo que ela é necessária, e disse ainda desconhecer qualquer projeto de construção de uma 3ª torre, o que, segundo ele, ficaria inviável por causa do custo.

Defendeu ainda outros aspectos, como a questão da hemodinâmica, que, de acordo com o gerente, é um aparelho muito caro, e a terceirização desse serviço é o mais viável, por causa dos custos.

Dr. Marco Aurélio continuou sua fala dizendo que não há intenção de sucatear a Instituição e que o seu trabalho está em torno da melhoria e desburocratização dos serviços do IPSEMG, como marcação de exames e consultas pela Internet, diminuindo assim a procura física.

Com relação ao Call Center, já houve licitação e brevemente entrará em operação. Já a questão da consultoria, Dr. Marco Aurélio disse que não teve acesso aos resultados, portanto não estaria apto a falar algo a respeito.

Ao final da reunião, a Coordenação Intersindical decidiu criar uma equipe de acompanhamento à reforma do Hospital, que deverá averiguar de perto as denúncias feitas pelo Dr. Luciano, para cobrar do governo ações no sentido de melhorar, cada vez mais, o atendimento a saúde dos servidores públicos do Estado de Minas Gerais.