Servidor
fica sem aumento
Estado
atinge o limite de gastos com pessoal previsto na Lei Fiscal.
Orçamento.
Proposta prevê R$ 10 bilhões em investimentos de um total de R$ 41 bilhões em
receitas
Se depender da proposta de orçamento do governo de Minas, encaminhada ontem
para a Assembleia Legislativa, o servidor estadual não terá aumento salarial
em 2010. E mesmo sem previsão de reajuste, as despesas com gastos de pessoal já
estão praticamente no limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
As informações são da secretária de Planejamento, Renata Vilhena, que ontem
esteve na Assembleia para entregar o projeto para o presidente da Casa, Alberto
Pinto Coelho (PP).
De acordo com a proposta,
as receitas previstas são de R$ 41 bilhões, exatamente o mesmo valor das
despesas. Do montante das receitas correntes líquidas, R$ 14 bilhões (46,54%)
deverão ser dedicados aos gastos com pessoal. De acordo com a Lei de
Responsabilidade Fiscal, essas despesas podem comprometer até 46,55% das
receitas. Portanto, o Estado já se encontra no limite permitido pela lei,
motivo pelo qual não há previsão de aumento para o funcionalismo público.
Mas, de acordo com a secretária, no orçamento de 2010, já estão inclusos os
ganhos relativos à progressão de carreira e ao prêmio de produtividade.
"Como estamos muito
perto do limite estabelecido pela lei, não podemos prever reajuste salarial
para o próximo ano, a menos que haja um aumento na arrecadação do
Estado", ressaltou Renata Vilhena.
Os investimentos previstos
para 2010 são inferiores aos de 2009. No ano que vem, o Estado terá R$ 10 bilhões
para investir e, neste ano, são R$ 11 bilhões. Segundo a secretária, o Estado
perdeu receitas com a crise econômica mundial, o que levou à redução. Ela,
entretanto, destacou os esforços do governo para garantir o cumprimento das
metas de investimento nos projetos prioritários.
Renata informou ainda que o
governo do Estado criou mais um projeto estruturador para contemplar as obras
necessárias para a Copa do Mundo de 2014. Para o ano que vem, estão orçados
R$ 22 milhões, que deverão ser aplicados na primeira etapa das obras (reforma
do Mineirão).
Saúde. O Estado está
cumprindo a Emenda 29, que estabelece percentuais para investimentos na saúde,
segundo a secretaria. Porém, Renata Vilhena explicou que estão incluídos
nesses investimentos aportes para saneamento básico e tratamento de água. Mas
ela também acredita que a regulamentação da Emenda 29 caminha para a aceitação
dessas rubricas dentro dos percentuais constitucionais. A saúde deve receber R$
1,6 bilhão, a educação, R$ 277 milhões, e a área de defesa social, R$ 450
milhões.
De acordo com Alberto Pinto
Coelho, a proposta não deverá enfrentar dificuldades para tramitação na
Casa. A primeira iniciativa será a análise pela Comissão de Fiscalização
Financeira e Orçamentária, que será ampliada com a participação de dois
integrantes de cada uma das outras comissões permanentes da Casa.
Segundo o presidente da
Comissão de Fiscalização financeira e Orçamentária, José Maia (PSDB), de
acordo com o desempenho da economia até o final do ano, não está descartada a
superação das receitas estimadas, o que poderia garantir mais investimentos.
Emendas
Parlamentares. Os deputados estaduais poderão apresentar emendas ao orçamento
de 2010 com valor de até R$ 1,5 milhão, dentro dos projetos que já estão em
execução pelo governo do Estado.
Os números
do orçamento do Estado
Previstos para 2010
Receita total
R$ 41 bilhões
Despesa total
R$ 41 bilhões
Investimento total
R$ 10 bilhões
Gastos com pessoal
R$ 14 bilhões
Em execução em 2009
Receita total
R$ 39,98 bilhões
Despesa total
R$ 39,98 bilhões
Investimento total
R$ 11 bilhões
Gastos com pessoal
R$ 15,65 bilhões
Fonte: Jornal O tempo
de 01/10/2009
PROBLEMA DO ESTADO NÃO É DINHEIRO
Ao
Diretor Político do SINDPÚBLICOS – MG,
Sr.
Geraldo Antônio Henrique
Cumprindo o prazo ontem (30) o governo
enviou para a ALMG a peça orçamentária de 2010.
Servidores - Segundo a secretária Renata Vilhena os valores destinados para o
pagamento de pessoal, serão R$ 14 bilhões para o pagamento de pessoal do
Executivo, o que corresponde a 46,54% da Receita Corrente Líquida (RCL) do
Estado. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece como limite para
pagamento de pessoal pelo Estado o percentual de 46,55%. "Nesses R$ 14 bilhões,
já estão previstos a progressão da carreira dos servidores e o pagamento do
prêmio de produtividade. Entretanto, com a alegação que estamos muito perto
do limite estabelecido pela LRF não há previsão reajuste salarial para o próximo
ano, a menos que haja um aumento na arrecadação do Estado",
Apesar da redução da arrecadação do ICMS prevista para este ano, o Estado
começa a dar sinais de superação da crise econômica. "Os últimos meses
já estão mostrando um aumento da arrecadação",( em julho foram
arrecadados R$ 1,780 bilhão; em agosto, R$ 1,890 bilhão; e, em setembro, está
prevista a arrecadação de R$1,940 bilhão.
Boa noticia. Na peça orçamentária ha uma previsão de arrecadação de ICMS
de 24 bilhoes.Com isto da uma média media na casa dos 2 bilhões, isto é factível.
haja vista que há uma previsão de já em setembro/09 arrecadar 1.940 bi, no
entanto, teremos que ter apenas um aumento de 60 milhões a partir de jan/10.
Como diz o Obama: Sim, nos podemos.
Att,
Ronaldo Machado